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A Vida e Os Nossos Planos

Todos nós sentimos a velocidade e profundidade das mudanças do mundo e o impacto delas em nossas vidas.

Como vivemos o hoje e nos preparamos para o futuro? Existe uma maneira certa de se planejar? Temos objetivos concretos? Como fazemos esse planejamento? O que poderia nos ajudar a “surfar” pelas rápidas mudanças de cenário tendo um plano-mestre para seguir? Se nos planejamos ajudamos o mundo de alguma forma? Como poderíamos congregar nossa individualidade e o bem coletivo?

Essas e outras questões estão sendo abordadas em um novo trabalho da Ologia. Vamos conversar com pessoas que queiram ajudar à partir de suas percepções na construção de uma nova forma de se traçar e executar planos – pensando no benefício para a sociedade como um todo e sem perder o aspecto  individual.

Se você é de Belo Horizonte e gostaria de contribuir conversando com a gente (ou indicando pessoas) entre em contato enviando um e-mail para leonardo.dornelas@ologia.com.br. Você não precisa se deslocar, nós vamos até você. Pra quem não for de Belo Horizonte, podemos conversar por telefone ou Skype. Todas as informações são confidenciais e só serão utilizadas mediante seu consentimento.

Nosso público primário: universitários, jovens solteiros em início de carreira, casais (recém-casados ou não), líderes comunitários, novos empreendedores, pessoas que trabalham no mercado financeiro em bancos ou empresas de trading e síndicos de condomínios.

Mas não deixe de entrar em contato se quiser contribuir e não estiver no público acima. Só por querer contribuir já queremos saber o que você pensa.

Nós acreditamos na construção de novas propostas para o mundo com a participação das pessoas.

Quer vir com a gente?

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A participação é livre e não-remunerada.

Humanitarian Design + Project H



Procurem saber:
Project H Design, Design Revolution Road Show e Emily Pilloton, designer de produto e arquiteta.

Vale também pensar no outro lado da moeda:
Is Humanitarian Design the New Imperialism? (Pessoalmente, acredito que não – apesar de não ser  nada fã dessa “embalagem” em forma de Road Show. Mas é uma discussão válida)

Sem mais, boa leitura.

Ajustes vitais de inferfaces: clareza e simplicidade



Nós não deveríamos, de forma alguma, deixar que o governo se comunicasse conosco da forma que comunica. Não deveríamos fazer negócios com empresas que têm contratos ininteligíveis e com provisões capciosas. Então, como vamos mudar o mundo? Tornando clareza, transparência e simplicidade uma prioridade nacional.
Alan Siegel



“Como designer, eu navego pelas águas turbulentas das coisas complexas que criamos e os indivíduos a quem elas se propõe a servir. Eu geralmente defino design como o ajuste da interface entre tecnologia e pessoas. Se você aceitar a definição de Kevin Kelly para tecologia em seu recente e excelente livro “What Technology Wants”, então tecnologia significa todas as coisas criadas pelo homem, incluindo negócios e sistemas políticos. Por isso design pode ser o ajuste da interface entre negócios e pessoas, política e pessoas, ou dispositivos e pessoas. Nós estamos rodeados de exemplos onde essas interfaces não funcionam. Lugares onde elas confundem, irritam, frustram ou não conseguem de todo servir os usuários (nós) para os quais elas foram criadas. Seja navegando por nossa conta de banco online, programando um alarme de relógio ou gerenciando tratamento de câncer, as experiências que temos com nossos sistemas frequentemente degradam, reduzem ao invés de aprimorarem a condição humana.”
Tim Brown

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“There is no way that we should allow government to communicate the way they communicate. There is no way we should do business with companies that have agreements with stealth provisions and that are unintelligible. So, how are we going to change the world? Make clarity, transparency and simplicity a national priority.”
Alan Siegel


“As a designer I ply my craft in the turbulent waters between the complex things we create and the human beings they are intended to serve. Often I define design as getting the interface right between technology and people. If you accept Kevin Kelly’s definition of technology in his recent and excellent book, What Technology Wants, then technology means all manmade things including business and political systems. Therefore design can be about getting the interface right between businesses and people, politics and people or gadgets and people. We are surrounded by instances where these interfaces do not work. Places where they confuse, confound, annoy, frustrate or miss serving altogether the users (us) for which they were intended. Whether it is navigating our on-line bank account, programming our digital alarm clock or managing cancer treatment, the experiences we have of our systems too often degrade rather than enhance the human condition.
Tim Brown


Ambiguidade, multidisciplinaridade e pensamento híbrido

“…Pensamento híbrido é mais do que trabalhar com times multidisciplinares. É trabalhar com pessoas multidisciplinares – indivíduos que são parte humanista, parte tecnólogo e parte capitalista. Quando múltiplas disciplinas habitam o mesmo cérebro, algo mágico começa a acontecer. As próprias disciplinas mutam-se, tornam-se híbridas. Começamos a lidar com negócios como designers – pense em Mark Parker na Nike. Moldamos tecnologia como culturalistas – pense em Steve Jobs na Apple. E começamos a pensar nos problemas mais complexos que afligem nossas sociedades como empreendedores.

Algumas pessoas reclamam que Mark Parker e Steve Jobs são simplesmente uma espécie rara – mentes geniais que surgem de forma intermitente em cada geração. Mas isso não é verdade. O que faz deles raros é o fato de liderarem grandes empresas – e isso sim simplesmente não acontece com  freqüência suficiente. Veja: Parker e Jobs são empreendedores que construíram suas empresas e, como resultado, suas excentricidades híbridas foram toleradas. É improvável que seus instintos híbridos tivessem sobrevivido em outras organizações. Organizações do século XX tornaram-se extremamente adeptas a reduzirem as pessoas a peças especializadas de suas enormes máquinas. Não é claro que o perfil híbrido seja aceito até mesmo em lugares como a Nike e Apple, a menos que venha da liderança.

Em tempos de grande ambigüidade, precisamos de pensamento híbrido mais do que nunca. E isso deve ser mais do que conversa. Vangloriamos Leonardo DaVinci, mas gerenciamos o mundo como se fôssemos Henry Ford. E o mundo mudou muito desde que o primeiro Modelo-T saiu da linha de produção. Já não é tempo do nosso pensamento mudar também?”

Dev Patnaik, CEO e fundador da Jump Associates.
(Texto na íntegra aqui)
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Hybrid thinking is more than just having multidisciplinary teams. It’s about having multidisciplinary people — folks who are one-part humanist, one-part technologist and one-part capitalist. When multiple disciplines inhabit the same brain, something magical starts to happen. The disciplines themselves start to mutate. They hybridize. We start practicing business like a designer — think Mark Parker at Nike. We shape technology like a culturalist — think Steve Jobs at Apple. And we start thinking about the most complex problems that plague our societies like an entrepreneur.

Some folks complain that Mark Parker and Steve Jobs are simply a rare breed — genius minds that show up only intermittently each generation. But that’s not true. What makes them rare is that they lead great companies — and that simply doesn’t happen often enough. You see, Parker and Jobs are entrepreneurs who built their companies, and as a result, their hybrid eccentricities were tolerated. It’s unlikely that their hybrid instincts would have survived in another organization. Twentieth century organizations have become extremely adept at grinding people down to become specialist cogs in their massive machines. Even at places like Nike and Apple it’s unclear whether hybridity is allowed to thrive when it’s not coming from the top.

In times of great ambiguity, we need hybrid thinking more than ever. And that means more than lip service. We may all praise Leonardo DaVinci, but we manage the world like we’re Henry Ford. And the world has changed a lot since the first Model-T rolled off the line. Isn’t it time that our thinking changed, too?”

(Read entire article here.)

Design Sem Fronteiras

Uma das coisas que mais nos chama atenção e nos encanta em nosso trabalho é a imensa possibilidade de aplicação do Design no mundo como forma de transformação de realidades sociais, do dia-a-dia das pessoas, e da qualidade desse dia-a-dia.

Estamos desenvolvendo um trabalho muito interessante com uma empresa que desenvolveu uma tecnologia única de detecção e rastreamento do vetor da Dengue. O que impacta isso na nossa vida? Essa tecnologia permite que as prefeituras e estados saibam com precisão onde estão os principais focos de dengue em suas localidades, em tempo real, disponível online, para que agentes do sistema de saúde possam atuar. Fomos contratados por essa empresa para ajudar esses agentes de campo das prefeituras a criar novas soluções para as barreiras encontradas em seu dia-a-dia contando somente com os recursos disponibilizados pelo Estado.

Qual o resultado esperado? Que eles tenham mais ferramentas (simples e sustentáveis) para auxiliá-los a diminuir o número de focos de dengue e por conseqüência o índice de contaminação. Ou seja, mais qualidade de vida para a sociedade.

A cada dia vemos mais e mais iniciativas em todo o mundo nesse sentido. Bill Moggridge, co-fundador da IDEO, no documentário “Objectified” fala que por estarmos num mundo contectado a ideia de projetar para outra comunidade em outra parte do mundo está se tornando algo habitual. Antes tínhamos o sentimento de que a África ou Ásia estavam tão longe que daqui não se poderia fazer algo por eles. Hoje, por esse sentimento de estarmos conectados, isso é possível.

Uma das iniciativas que mais tem nos chamado a atenção é o The Kopernik, uma loja online de tecnologias inovadoras projetadas para realidades sociais subdesenvolvidas ou em desenvolvimento, apresentadas por ONGs para serem viabilizadas por pessoas como nós.

Como funciona? Empresas com tecnologia inovadora apresentam seus produtos à The Kopernik. Se cumprir os requisitos de ser benéfico de alguma forma são disponibilizados no site para que ONGs apresentem propostas de utilização, que também são analisadas. Se tudo estiver OK a iniciativa é disponibilizada no site para que pessoas como nós e vocês possam ajudar a viabilizar a produção de tal tecnologia para a iniciativa.

Você pode ajudar para que uma comunidade sem água potável no Sri Lanka tenha acesso a um dispositivo portátil de purificação de água para consumo doméstico, ajudando a diminuir o índice de mortes por doenças gastro-intestinais.

Isso é design sem fronteiras.

Ologia + Design Thinking

A Ologia utiliza o design como metodologia colaborativa de identificação de problemas e desenvolvimento de soluções centradas nas experiências dos indivíduos.

O resultado desse processo se traduz em novos produtos, serviços, ações e formatos de negócios mais claros e relevantes para a sociedade ou segmentos dela.

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