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Design Thinking, Gestores e Empreendedores

Quando a Ologia nasceu há quase 1 ano atrás sabíamos que seria preciso dar ao mercado a oportunidade de, mais do que entender, vivenciar o que é Design Thinking e como ele pode ajudar organizações de qualquer porte a criar um diferencial inovativo efetivo em seus projetos.

Em abril de 2010 a Inventta, empresa de consultoria do grupo Instituto Inovação, veio nos conhecer. Desse encontro surgiu uma ótima parceria – para nós, eles e o mercado. A Inventta tem toda a estrutura para prover suporte ao processo de inovação das organizações, desde busca de tecnologia e competências, até o acesso a recursos e fundos de investimento para fomentar inovações tecnológicas. Eles têm em seu rol de clientes desde new ventures até empresas de grande porte com nomes conhecidos por todos nós. E onde a Ologia entra? A Ologia, por sua vez, tem a  metodologia e visão para ajudar as organizações a descobrir em quê inovar – pra quem, com que propósito, como tornar essas inovações mais desejáveis, como trabalhar o contexto onde essas inovações vão se inserir.

A Inventta conta com uma área especializada em Cultura e Educação, e foi com esse núcleo que desenvolvemos o workshop Business Design, um programa que tem dado a oportunidade a executivos, gestores e empreendedores de experimentar na prática o processo de Design Thinking, para que possam incorporá-lo dentro de seus projetos e estratégias de negócios.

E-D: Paulo Renato, Renata Horta, Bianca Richartz (Inventta), Leonardo Dornelas (Ologia)

A abordagem do workshop foi totalmente desenhada a partir dos pilares do Design Thinking. O programa é projetado para um público de 10 a 18 participantes divididos em 2 ou 3 grupos multidisciplinares. Esses grupos trabalham em cima de problemas e cenários reais de uma das empresas participantes do programa, que são apresentados e escolhidos em consenso pelos membros de cada equipe.

Passamos por cada uma das fases da metodologia, começando pela ampliação e reorganização do problema – fase que denominamos “problem framing”.

O segundo passo é o que geralmente nos traz os melhores feedbacks e que causa mais impacto nos participantes – é o momento de ir pra rua, para os ambientes que compõem o universo do problema, ver e entender as pessoas afetadas pelo processo, seus hábitos, relacionamentos e diversos outros fatores que fazem parte da realidade do que está sendo estudado. Essa é a fase de etnografia, ou observação da realidade.

De volta da experiência, todos trazem uma massa de descobertas que serão processadas e se tornam a matéria prima do processo de geração de soluções que atendem a três pré-requisitos: fisibilidade técnica, viabilidade econômica e desejabilidade.

Todo o workshop é conduzido com o apoio de uma equipe de facilitadores que fazem um forte processamento de aprendizagem garantindo com que as pessoas tragam à cosciência suas tomadas de decisões e que possam de fato ser os grandes catalizadores de inovação em seus ambientes de trabalho.

Uma das edições do Business Design foi feita no Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), em Santa Rita do Sapucaí, grande pólo tecnológico brasileiro, cidade que mistura o espírito mineiro ao inovador e pulsante Vale do Silício dos EUA. Esse é o relato de Thales Coutinho, diretor da HI Engenharia (Home Intelligence), que é uma das empresas incubadas no Inatel e que desenvolve tecnologias que ainda chegarão às nossas casas para nos ajudar na gestão consciente da eletricidade.

“A HI Engenharia é uma empresa focada em sustentabilidade energética, e possui produtos e soluções na área de medição e gerenciamento de energia. Desde a fundação a HI tem alta capacidade técnica, e com o tempo fomos percebendo a necessidade de uma melhor compreensão do mercado, principalmente no lado do cliente, no sentido de entender as reais necessidades do consumidor e de qual forma nossos produtos devem ser inseridos no mercado. A participação da HI no workshop Business Design realizado pela Ologia e Inventta mostrou um novo processo de desenvolvimento, voltado para o cliente e para suas necessidades.

Um ponto que chamou muito a atenção é lado informal do treinamento, se diferenciando dos “workshops padrões” onde os instrutores “falam” e os alunos “ouvem”. Durante o workshop o Design Thinking é vivenciado na prática, desde o primeiro minuto até o último durante os dois dias. Outro ponto que chamou atenção foi a etapa de etnografia, a pesquisa externa, quando realmente ‘fomos pra rua’ ver e ouvir as experiências das pessoas com os fatores que envolvem o projeto.

O workshop foi de grande valia para a HI, e preencheu um grande gap na empresa. Hoje grande parte do aprendizado é aplicado no desenvolvimento de nossos produtos.”


Entre em contato conosco (contato@ologia.com.br) ou com a Renata Horta (renata.horta@inventta.net) na Inventta para conhecer mais sobre o workshop Business Design e ver como você e sua equipe podem ser designers do seu próprio negócio.

Afinal, como diz Tim Brown (CEO da IDEO), “o design é importante demais para deixar na mão só dos designers”.

Clipping da Ologia / O Estudo das Coisas


(Matéria de Carolina Cotta / Caderno de Negócios, Jornal Estado de Minas)

Para eles, design é uma habilidade de desenvolver projetos tecnicamente possíveis, economicamente viáveis, mercadologicamente interessantes e emocionalmente envolventes. Um bom design também não seria apenas gerar várias e boas idéias, e sim ter visões robustas baseadas em conhecimento multidisciplinar e colaborativo. É mais que design, portanto, é design thinking, termo criado há cerca de seis anos na Escola de Palo Alto, na Califórnia, Estados Unidos (E.U.A), para um conceito já conhecido como design integrado ou qualquer outro nome dado ao processo de pensamento multidisciplinar para resolver problemas complexos.

Com essa proposta, a recém-lançada Ologia veio ajudar organizações a criar ou reinventar negócios, produtos, serviços ou marcas, somando o pensamento estratégico ao poder de transformação do design. A empresa de Ana Barroso e Leonardo Dornelas surgiu do encontro dos dois na 5Clicks – Ideias e Interatividade, na qual eram responsáveis pelo desenvolvimento e planejamento de novos projetos. Foi na construção dessas propostas que começaram a usar os princípios do design thinking como disciplina para transformar projetos web em projetos estratégicos de negócio.

Bacharel em artes plásticas, com habilitação em comunicação visual pela Herron School of Arts and Design, da Universidade de Indiana, E.U.A, Ana vem aplicando o design como metodologia, ferramenta de gestão estratégica de marcas e catalisadora de mudanças no âmbito corporativo e social. Leonardo é administrador de empresas pela Universidade Federal de Viçosa e especialista em marketing pela Fundação Dom Cabral. Na Ologia, sufixo que significa o estudo das coisas, eles oferecem soluções sustentáveis para problemas diversos. Para explicar o que é design thinking, eles usam o exemplo de uma empresa de brindes que solicita um produtos para atletas se hidratarem durante corridas. “Poderíamos criar uma garrafinha, como ocorre no contexto tradicional do design. Mas isso é tratar de um sintoma. O design thinking vai na causa e tenta lidar com o sintoma de forma mais sustentável,” explica Ana. Segundo Leonardo, o início do processo é quebrar o problema em partes, identificando os parâmetros que devem ser seguidos. “Posso desenvolver uma nova garrafinha para o setor de brindes ou posso matar a sede desse indivíduo de outra forma. Posso chegar em um produto que o mercado ainda não conhece. O foco muda”, defende Leonardo.

Em campo, uma equipe multidisciplinar faz como os enógrafos, observando para, a partir do conhecimento técnico de suas respectivas áreas de atução, entender o problemae propor as soluções. “Ao contrário do marketing tradicional, em que a observação vem depois, para validar o produto, no design thinking, ela vai ao mundo real, busca o indivíduo como fonte de inspiração. Vamos em busca dos fatos e não de percepções,” explica Ana.

Depois da imersão da equipe de trabalho na realidade do assunto, observando a cadeia produtiva e a realação das pessoas com essa cadeia, os fatos são comungados entre a equipe e começa o processo de geração de ideias. As melhores opções são convergidas e dão uma solução única para o problema. Mesmo que ainda seja muito incipiente no Brasil, com a Ologia, as empresas mineiras ganham a chance de seguir o exemplo de marcas como Natura, Postivo, Havaianas, Proctor & Gamble e tantas outras que já colhem os frutos de soluções do design thinking.

Ologia + Design Thinking

A Ologia utiliza o design como metodologia colaborativa de identificação de problemas e desenvolvimento de soluções centradas nas experiências dos indivíduos.

O resultado desse processo se traduz em novos produtos, serviços, ações e formatos de negócios mais claros e relevantes para a sociedade ou segmentos dela.

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