Archive for the ‘Design+Thinking’ Category

Casa Nova em Breve | New House Soon

Chegou a hora de reformar e ampliar a casa.

Depois de mais de um ano de existência, a Ologia agora tem vários projetos desenvolvidos e prontos para serem divididos com vocês que nos acessam. Em breve teremos aqui alguns espaços novos, além da ampla reforma nas outras áreas da casa.

Assim que estiver pronta convidaremos todos para o open house!

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It’s time to fix things up and make the house bigger.

After over a year, Ologia now has several projects completed and ready to be shared with everyone. Soon we’ll have a brand new space online to share with everyone.

Be on the lookout for our open house!

A Vida e Os Nossos Planos

Todos nós sentimos a velocidade e profundidade das mudanças do mundo e o impacto delas em nossas vidas.

Como vivemos o hoje e nos preparamos para o futuro? Existe uma maneira certa de se planejar? Temos objetivos concretos? Como fazemos esse planejamento? O que poderia nos ajudar a “surfar” pelas rápidas mudanças de cenário tendo um plano-mestre para seguir? Se nos planejamos ajudamos o mundo de alguma forma? Como poderíamos congregar nossa individualidade e o bem coletivo?

Essas e outras questões estão sendo abordadas em um novo trabalho da Ologia. Vamos conversar com pessoas que queiram ajudar à partir de suas percepções na construção de uma nova forma de se traçar e executar planos – pensando no benefício para a sociedade como um todo e sem perder o aspecto  individual.

Se você é de Belo Horizonte e gostaria de contribuir conversando com a gente (ou indicando pessoas) entre em contato enviando um e-mail para leonardo.dornelas@ologia.com.br. Você não precisa se deslocar, nós vamos até você. Pra quem não for de Belo Horizonte, podemos conversar por telefone ou Skype. Todas as informações são confidenciais e só serão utilizadas mediante seu consentimento.

Nosso público primário: universitários, jovens solteiros em início de carreira, casais (recém-casados ou não), líderes comunitários, novos empreendedores, pessoas que trabalham no mercado financeiro em bancos ou empresas de trading e síndicos de condomínios.

Mas não deixe de entrar em contato se quiser contribuir e não estiver no público acima. Só por querer contribuir já queremos saber o que você pensa.

Nós acreditamos na construção de novas propostas para o mundo com a participação das pessoas.

Quer vir com a gente?

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A participação é livre e não-remunerada.

Design Thinking, Gestores e Empreendedores

Quando a Ologia nasceu há quase 1 ano atrás sabíamos que seria preciso dar ao mercado a oportunidade de, mais do que entender, vivenciar o que é Design Thinking e como ele pode ajudar organizações de qualquer porte a criar um diferencial inovativo efetivo em seus projetos.

Em abril de 2010 a Inventta, empresa de consultoria do grupo Instituto Inovação, veio nos conhecer. Desse encontro surgiu uma ótima parceria – para nós, eles e o mercado. A Inventta tem toda a estrutura para prover suporte ao processo de inovação das organizações, desde busca de tecnologia e competências, até o acesso a recursos e fundos de investimento para fomentar inovações tecnológicas. Eles têm em seu rol de clientes desde new ventures até empresas de grande porte com nomes conhecidos por todos nós. E onde a Ologia entra? A Ologia, por sua vez, tem a  metodologia e visão para ajudar as organizações a descobrir em quê inovar – pra quem, com que propósito, como tornar essas inovações mais desejáveis, como trabalhar o contexto onde essas inovações vão se inserir.

A Inventta conta com uma área especializada em Cultura e Educação, e foi com esse núcleo que desenvolvemos o workshop Business Design, um programa que tem dado a oportunidade a executivos, gestores e empreendedores de experimentar na prática o processo de Design Thinking, para que possam incorporá-lo dentro de seus projetos e estratégias de negócios.

E-D: Paulo Renato, Renata Horta, Bianca Richartz (Inventta), Leonardo Dornelas (Ologia)

A abordagem do workshop foi totalmente desenhada a partir dos pilares do Design Thinking. O programa é projetado para um público de 10 a 18 participantes divididos em 2 ou 3 grupos multidisciplinares. Esses grupos trabalham em cima de problemas e cenários reais de uma das empresas participantes do programa, que são apresentados e escolhidos em consenso pelos membros de cada equipe.

Passamos por cada uma das fases da metodologia, começando pela ampliação e reorganização do problema – fase que denominamos “problem framing”.

O segundo passo é o que geralmente nos traz os melhores feedbacks e que causa mais impacto nos participantes – é o momento de ir pra rua, para os ambientes que compõem o universo do problema, ver e entender as pessoas afetadas pelo processo, seus hábitos, relacionamentos e diversos outros fatores que fazem parte da realidade do que está sendo estudado. Essa é a fase de etnografia, ou observação da realidade.

De volta da experiência, todos trazem uma massa de descobertas que serão processadas e se tornam a matéria prima do processo de geração de soluções que atendem a três pré-requisitos: fisibilidade técnica, viabilidade econômica e desejabilidade.

Todo o workshop é conduzido com o apoio de uma equipe de facilitadores que fazem um forte processamento de aprendizagem garantindo com que as pessoas tragam à cosciência suas tomadas de decisões e que possam de fato ser os grandes catalizadores de inovação em seus ambientes de trabalho.

Uma das edições do Business Design foi feita no Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), em Santa Rita do Sapucaí, grande pólo tecnológico brasileiro, cidade que mistura o espírito mineiro ao inovador e pulsante Vale do Silício dos EUA. Esse é o relato de Thales Coutinho, diretor da HI Engenharia (Home Intelligence), que é uma das empresas incubadas no Inatel e que desenvolve tecnologias que ainda chegarão às nossas casas para nos ajudar na gestão consciente da eletricidade.

“A HI Engenharia é uma empresa focada em sustentabilidade energética, e possui produtos e soluções na área de medição e gerenciamento de energia. Desde a fundação a HI tem alta capacidade técnica, e com o tempo fomos percebendo a necessidade de uma melhor compreensão do mercado, principalmente no lado do cliente, no sentido de entender as reais necessidades do consumidor e de qual forma nossos produtos devem ser inseridos no mercado. A participação da HI no workshop Business Design realizado pela Ologia e Inventta mostrou um novo processo de desenvolvimento, voltado para o cliente e para suas necessidades.

Um ponto que chamou muito a atenção é lado informal do treinamento, se diferenciando dos “workshops padrões” onde os instrutores “falam” e os alunos “ouvem”. Durante o workshop o Design Thinking é vivenciado na prática, desde o primeiro minuto até o último durante os dois dias. Outro ponto que chamou atenção foi a etapa de etnografia, a pesquisa externa, quando realmente ‘fomos pra rua’ ver e ouvir as experiências das pessoas com os fatores que envolvem o projeto.

O workshop foi de grande valia para a HI, e preencheu um grande gap na empresa. Hoje grande parte do aprendizado é aplicado no desenvolvimento de nossos produtos.”


Entre em contato conosco (contato@ologia.com.br) ou com a Renata Horta (renata.horta@inventta.net) na Inventta para conhecer mais sobre o workshop Business Design e ver como você e sua equipe podem ser designers do seu próprio negócio.

Afinal, como diz Tim Brown (CEO da IDEO), “o design é importante demais para deixar na mão só dos designers”.

Humanitarian Design + Project H



Procurem saber:
Project H Design, Design Revolution Road Show e Emily Pilloton, designer de produto e arquiteta.

Vale também pensar no outro lado da moeda:
Is Humanitarian Design the New Imperialism? (Pessoalmente, acredito que não – apesar de não ser  nada fã dessa “embalagem” em forma de Road Show. Mas é uma discussão válida)

Sem mais, boa leitura.

Ajustes vitais de inferfaces: clareza e simplicidade



Nós não deveríamos, de forma alguma, deixar que o governo se comunicasse conosco da forma que comunica. Não deveríamos fazer negócios com empresas que têm contratos ininteligíveis e com provisões capciosas. Então, como vamos mudar o mundo? Tornando clareza, transparência e simplicidade uma prioridade nacional.
Alan Siegel



“Como designer, eu navego pelas águas turbulentas das coisas complexas que criamos e os indivíduos a quem elas se propõe a servir. Eu geralmente defino design como o ajuste da interface entre tecnologia e pessoas. Se você aceitar a definição de Kevin Kelly para tecologia em seu recente e excelente livro “What Technology Wants”, então tecnologia significa todas as coisas criadas pelo homem, incluindo negócios e sistemas políticos. Por isso design pode ser o ajuste da interface entre negócios e pessoas, política e pessoas, ou dispositivos e pessoas. Nós estamos rodeados de exemplos onde essas interfaces não funcionam. Lugares onde elas confundem, irritam, frustram ou não conseguem de todo servir os usuários (nós) para os quais elas foram criadas. Seja navegando por nossa conta de banco online, programando um alarme de relógio ou gerenciando tratamento de câncer, as experiências que temos com nossos sistemas frequentemente degradam, reduzem ao invés de aprimorarem a condição humana.”
Tim Brown

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“There is no way that we should allow government to communicate the way they communicate. There is no way we should do business with companies that have agreements with stealth provisions and that are unintelligible. So, how are we going to change the world? Make clarity, transparency and simplicity a national priority.”
Alan Siegel


“As a designer I ply my craft in the turbulent waters between the complex things we create and the human beings they are intended to serve. Often I define design as getting the interface right between technology and people. If you accept Kevin Kelly’s definition of technology in his recent and excellent book, What Technology Wants, then technology means all manmade things including business and political systems. Therefore design can be about getting the interface right between businesses and people, politics and people or gadgets and people. We are surrounded by instances where these interfaces do not work. Places where they confuse, confound, annoy, frustrate or miss serving altogether the users (us) for which they were intended. Whether it is navigating our on-line bank account, programming our digital alarm clock or managing cancer treatment, the experiences we have of our systems too often degrade rather than enhance the human condition.
Tim Brown


Ambiguidade, multidisciplinaridade e pensamento híbrido

“…Pensamento híbrido é mais do que trabalhar com times multidisciplinares. É trabalhar com pessoas multidisciplinares – indivíduos que são parte humanista, parte tecnólogo e parte capitalista. Quando múltiplas disciplinas habitam o mesmo cérebro, algo mágico começa a acontecer. As próprias disciplinas mutam-se, tornam-se híbridas. Começamos a lidar com negócios como designers – pense em Mark Parker na Nike. Moldamos tecnologia como culturalistas – pense em Steve Jobs na Apple. E começamos a pensar nos problemas mais complexos que afligem nossas sociedades como empreendedores.

Algumas pessoas reclamam que Mark Parker e Steve Jobs são simplesmente uma espécie rara – mentes geniais que surgem de forma intermitente em cada geração. Mas isso não é verdade. O que faz deles raros é o fato de liderarem grandes empresas – e isso sim simplesmente não acontece com  freqüência suficiente. Veja: Parker e Jobs são empreendedores que construíram suas empresas e, como resultado, suas excentricidades híbridas foram toleradas. É improvável que seus instintos híbridos tivessem sobrevivido em outras organizações. Organizações do século XX tornaram-se extremamente adeptas a reduzirem as pessoas a peças especializadas de suas enormes máquinas. Não é claro que o perfil híbrido seja aceito até mesmo em lugares como a Nike e Apple, a menos que venha da liderança.

Em tempos de grande ambigüidade, precisamos de pensamento híbrido mais do que nunca. E isso deve ser mais do que conversa. Vangloriamos Leonardo DaVinci, mas gerenciamos o mundo como se fôssemos Henry Ford. E o mundo mudou muito desde que o primeiro Modelo-T saiu da linha de produção. Já não é tempo do nosso pensamento mudar também?”

Dev Patnaik, CEO e fundador da Jump Associates.
(Texto na íntegra aqui)
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Hybrid thinking is more than just having multidisciplinary teams. It’s about having multidisciplinary people — folks who are one-part humanist, one-part technologist and one-part capitalist. When multiple disciplines inhabit the same brain, something magical starts to happen. The disciplines themselves start to mutate. They hybridize. We start practicing business like a designer — think Mark Parker at Nike. We shape technology like a culturalist — think Steve Jobs at Apple. And we start thinking about the most complex problems that plague our societies like an entrepreneur.

Some folks complain that Mark Parker and Steve Jobs are simply a rare breed — genius minds that show up only intermittently each generation. But that’s not true. What makes them rare is that they lead great companies — and that simply doesn’t happen often enough. You see, Parker and Jobs are entrepreneurs who built their companies, and as a result, their hybrid eccentricities were tolerated. It’s unlikely that their hybrid instincts would have survived in another organization. Twentieth century organizations have become extremely adept at grinding people down to become specialist cogs in their massive machines. Even at places like Nike and Apple it’s unclear whether hybridity is allowed to thrive when it’s not coming from the top.

In times of great ambiguity, we need hybrid thinking more than ever. And that means more than lip service. We may all praise Leonardo DaVinci, but we manage the world like we’re Henry Ford. And the world has changed a lot since the first Model-T rolled off the line. Isn’t it time that our thinking changed, too?”

(Read entire article here.)

Um refil absolutamente inteligente

A garrafa vem vazia. Porque não faz sentido transportar a água. Brilhante.


Rethink the Bottle

Design Sem Fronteiras

Uma das coisas que mais nos chama atenção e nos encanta em nosso trabalho é a imensa possibilidade de aplicação do Design no mundo como forma de transformação de realidades sociais, do dia-a-dia das pessoas, e da qualidade desse dia-a-dia.

Estamos desenvolvendo um trabalho muito interessante com uma empresa que desenvolveu uma tecnologia única de detecção e rastreamento do vetor da Dengue. O que impacta isso na nossa vida? Essa tecnologia permite que as prefeituras e estados saibam com precisão onde estão os principais focos de dengue em suas localidades, em tempo real, disponível online, para que agentes do sistema de saúde possam atuar. Fomos contratados por essa empresa para ajudar esses agentes de campo das prefeituras a criar novas soluções para as barreiras encontradas em seu dia-a-dia contando somente com os recursos disponibilizados pelo Estado.

Qual o resultado esperado? Que eles tenham mais ferramentas (simples e sustentáveis) para auxiliá-los a diminuir o número de focos de dengue e por conseqüência o índice de contaminação. Ou seja, mais qualidade de vida para a sociedade.

A cada dia vemos mais e mais iniciativas em todo o mundo nesse sentido. Bill Moggridge, co-fundador da IDEO, no documentário “Objectified” fala que por estarmos num mundo contectado a ideia de projetar para outra comunidade em outra parte do mundo está se tornando algo habitual. Antes tínhamos o sentimento de que a África ou Ásia estavam tão longe que daqui não se poderia fazer algo por eles. Hoje, por esse sentimento de estarmos conectados, isso é possível.

Uma das iniciativas que mais tem nos chamado a atenção é o The Kopernik, uma loja online de tecnologias inovadoras projetadas para realidades sociais subdesenvolvidas ou em desenvolvimento, apresentadas por ONGs para serem viabilizadas por pessoas como nós.

Como funciona? Empresas com tecnologia inovadora apresentam seus produtos à The Kopernik. Se cumprir os requisitos de ser benéfico de alguma forma são disponibilizados no site para que ONGs apresentem propostas de utilização, que também são analisadas. Se tudo estiver OK a iniciativa é disponibilizada no site para que pessoas como nós e vocês possam ajudar a viabilizar a produção de tal tecnologia para a iniciativa.

Você pode ajudar para que uma comunidade sem água potável no Sri Lanka tenha acesso a um dispositivo portátil de purificação de água para consumo doméstico, ajudando a diminuir o índice de mortes por doenças gastro-intestinais.

Isso é design sem fronteiras.

Just a start – we promise to be bilingual from now on.

We’re proud to say we have officially gone international. Readers from other countries are visiting our site, reading trying to read our posts and contacting us. We promise we’ll be bilingual from now on. Just to start, I have translated my fist post: M.B.A x M.F.A; “doers” x “thinkers”.  We appreciate each and every visit. Feel free to leave us your comments. And thanks for coming!


I remember reading an article on Business Week in 2005 about the relatively new wave they called the “commoditization of knowledge”, a byproduct of the transition from the Knowledge Economy to the Creativity Economy. Renowned global companies like Proctor & Gamble and GE are mentioned in the article as the two main American companies to subscribe to the idea that analytical and systematic work, associated with the idea of knowledge, can be outsourced to countries like China, India, Russia and Hungary, where professional are highly trained and lower-paid. This trend brigs with itself the idea that it is essential to invest in creativity as the key competitive component in the american market.

That concept is very similar to what Radical Marketing proposed in contrast to Traditional Marketing. Conventional marketing has always been, at least until the mid-90s, a mostly rational discipline, with metric and mathematical tactics for validation, while Radical Marketing proposed a more intuitive, organic approach to users or potential consumers, a more ambitious approach when it comes to behavioral changes. Instead of concentrating in the bottom line, Radical Marketing was also concerned with more comprehensive social and sensorial experience to individuals it came in contact with.

The Business Week article also mentioned, for instance, the bold move made by Proctor & Gamble’s Design, Innovation and Strategy VP at the time, Claudia Kotchka, who let go several high executives, middle managers and scientists in order quadruple the company’s design team, hiring a multidisciplinary group of professionals from a wide range of industries. Kotchka stayed at P&G until 2008 and was responsible for creating a culture of Design Thinking, starting from the top. P&G transformed itself from a multibillionaire corporation into a completely innovation-centered organization.

In 2005, when I first read that article, I looked for opinions of online users and it was clear that the majority of readers saw in that kind of change implemented by Kotchka a high-risk move. Some even mentioned statistics that showed a 3% rate of success in that type of innovation, without citing specific sources. However, people who were already in the design field and were, back then, up-to-date with the industry’s literature, already knew about the article published by Harvard Business Review in 2004 – the short but very dense “MFA is the new MBA”. Professionals with a MFA background were becoming highly valued in a market that was already giving signs of how much MBA executives were becoming obsolete. That was in 2005, in a pre-Obama, pre-economic-stagnation world (which also showed its face in Brazil).

Five years later the discussion continues, with the newly publish book Rethinking the MBA. The book, also published by Harvard Business Press, discusses the legacy left by traditional MBA executives who’ve traditionally run the world’s biggest corporations. That legacy has gaps which go from lack of risk management, complex systems behavior to social responsibility leadership, not to mention a layer of ethics and the capacity to involve people emotionally inside and outside corporations – demands that have increasingly been fulfilled by Design professionals.

We currently see a demand for professionals with artistic abilities and a more human perspective of the market and of relationships between people – who can no longer be reduced to the condition of “consumers”. We are, before anything else, individuals with families, lifestyles, likes, needs, values and series of attributes that transcend our consuming habits. People who were once called “target audience” are now producers of content, co-designers of services, and hold a power that, in a very recent past, did not represent a big threat to big corporations.

Businesses are realizing that the only way to exist in that scenario is to transcend their products and services. The emotional appeal and excessive exploration of their brands’ social dimensions is no longer enough. It is vital that they DO something for someone, for a community, or that they evolve a specific industry. Offering technical quality and nice aesthetics hasn’t been enough for, let’s say… 5 years.

The image of the traditional, suit-wearing-executive has been increasingly substituted by the image of the creative professional, detached from corporate hierarchies and clichés. Someone who can navigate between a number of scenarios and who can be a catalyst for change. Those individuals are being hired for their complex profiles, which include not only good notions of finances and marketing but also of behavior, culture, lifestyle, technology and so many other areas that make them able to predict and be empathetic with the new demands, wants and needs of people.

Institutions like Stanford’s d.School, and even my alma mater, Herron School of Arts and Design, are know for been pioneers in preparing their student by a more systemic approach, stimulating capacities that go beyond form and aesthetics. Those students once graduated assume various roles – from strategists and brand managers, sense-makers to catalysts of social change, not necessary working as graphic designers – wich is still the most common path being followed by designers in Brazil.

Doers are increasingly being substituted by thinkers. Qualities like knowledge of business, critical thinking about human behavior and the capacity to work in multidisciplinary teams are being recognized as tools for brand positioning, reinventing business, developing products, designing services and more efficient processes. We have gone form form manipulators to agents of transformation.

Design has finally transcended its condition of subject and has become a verb.

Lugar de Design(er) é na rua

Uma das coisas mais bacanas de começar uma empresa tem sido a oportunidade de nos apresentarmos ao mercado e descobrir que existem várias pessoas e empresas abertas a pensar como nós pensamos aqui na Ologia. Temos conhecido vários profissionais do mercado de inovação e design mineiro, e um dos pontos que encontramos em comum é a idéa de “começar pelo começo”, ou seja, começar os projetos pelas pessoas e suas experiências.

Projeto realizado pela Ologia com Catadores de Lixo Reciclável | Foto: Fernando Lara

Sempre que estamos com parceiros ou clientes, ou quando escrevemos aqui sobre a importância do trabalho multidisciplinar no desenho de um novo produto, serviço ou modelo de negócio não é que só achamos bonito falar assim. Praticamos isso a todo instante. E a questão da multidisciplinariedade não é só reunir uma equipe de várias especialidades. É também somar conhecimentos de outras disciplinas dentro do nosso processo, como a antropologia e a prática da etnografia (ou pesquisa social), e é sobre isso que gostaria de falar um pouco mais.

A etnografia é o estudo de um objeto ou situação pela vivência direta na realidade onde se insere. Sua aplicação no mundo dos negócios é cada vez maior e mais valorizada, pois aumenta exponencialmente a probabilidade de sucesso no desenvolvimento e lançamento de produtos, serviços, processos, campanhas, etc.

Essa prática não tem nada de nova, e pode-se encontrar várias referências por aí como esta. As contribuições da antropologia para o marketing e desenvolvimento de novos produtos ou serviços foram evidencidas por Charles Winnick em 1969, que ressaltava aspectos como os estudos de cultura e subculturas, linguagens não verbais, ritos de passagem, usos e sentidos de objetos de consumo, sensibilidades e tabús culturais e reforçava a importância destas ferramentas da antropologia no auxílio para a compreensão das práticas de consumo.

No nosso processo de trabalho ela se insere na fase de Divergência. É quando vamos a campo onde as coisas acontecem para observar as pessoas e suas relações com o que estamos estudando. É um trabalho incrivelmente rico, que permite ao pesquisador conhecer com mais profundidade o objeto de estudo e suas interrelações, os fatos e detalhes que nunca poderíamos imaginar se tivéssemos ficado dentro do nosso escritório trabalhando com suposições particulares, e que podem ser decisivos para o sucesso de um projeto.

Imersão no projeto, na realidade do estudo. | Foto: Lenardo Dornelas

Imersão no projeto, imersão na realidade | Foto: Leonardo Dornelas

Mas como é isso? Saio e faço o quê? Levo um questionário? Na verdade não existe nada mandatório do que usar e como fazer, mas podemos deixar aqui algumas dicas de como fazemos.

Antes de ganhar a rua passe um tempo pesquisando o que vai estudar, coloque num papel o cenário que você conseguiu ver, anote as interrogações que vierem à sua mente, e, principalmente, elenque os fatores que você acha (por enquanto) que são importantes serem obervados.

Documente tudo com o que puder lançar mão. Fotos, vídeos, áudio, anotações em qualquer pedaço de papel. Tudo isso vai ajudar a montar o quebra-cabeça.

No primeiro encontro busque pela pessoa de “autoridade” dentro do ambiente de estudo. Se for um supermercado, chame o Gerente. Se for numa obra, chame o Capataz. Se for numa comunidade, o prefeito ou líderes comunitários (identifique-os). Busque entender como tudo funciona, o macro, as interligações, os agentes externos que influenciam naquela realidade, as atividades diárias, os acontecimentos curiosos ou perigosos, as surpresas. Use esse momento para se aproximar dessa pessoa de forma que ela lhe proporcione entrada em outros agentes do processo.

Aproveite ao máximo a oportunidade de estar no local: os comportamentos que você vai observar só fazem sentido no contexto onde ocorrem. Não fique com pressa de coletar informações. É um trabalho de detetive, onde uma pista leva à outra, e que pode te levar a desvendar o caso.

Descreva os fatos e suas percepções de como eles realmente acontecem, como as pessoas se comportam, como se interagem, como falam, sem o fator de julgamento ou de prescrição de como aquela ação poderia ser mais eficiente ou de melhor experiência. As ideias vêm depois.

Tome cuidado ao sugerir hipóteses, tente ser o mais aberto possível na pergunta para não direcionar a visão e resposta da pessoa à sua sugestão. Por exemplo, quando quiser saber se outras coisas já foram tentadas em um processo é melhor usar “vocês já tentaram outras coisas” do que “vocês já fizeram do jeito X”.

Busque uma posição de isenção durante a exploração. Se insira no ambiente com roupas neutras, condizentes ao contexto, que não demonstrem nem autoridade nem posição subalterna. Busque empatia de quem está conversando, mas não seja “o seu melhor amigo”. Procure não interferir na realidade do que está sendo estudado, não “faça pelas pessoas”, o objeto de estudo é o outro. Você vai ter o momento de experimentar quando for gerar ideias.

Seja cara-de-pau, afinal, você vai perceber que ninguém vai chegar até você para contar o que quer saber. É preciso criar caminhos para se aproximar das pessoas para conseguir informações.

Pense lateralmente o tempo todo, pois algumas valiosíssimas informações podem estar com pessoas teoricamente fora do processo observado. Um exemplo: os vigias de um shopping center podem dar muitas informações sobre o comportamento das pessoas.

Observar e documentar tudo. | Foto: Fernando Lara

A etnografia é muito utilizada no marketing tradicional para validar ideias ou possibilidades de soluções, e dá ao cliente a possibilidade de prever um pouco do desdobramento do projeto.

No Design Thinking a etnografia (ou Observação) é usada não para validar, mas para recriar uma realidade atuando como uma grande catalisadora de inspirações. Nós fazemos a etapa de Observação com a contribuição de várias pessoas envolvidas no processo, aumentando ainda mais a abrangência da visão global da situação. Os fatos observados funcionam como trampolins no processo de geração de soluções, onde pulamos neles para desenvolver novas experiências com produtos, serviços, processos, marcas, etc. A possiblidade de prever se torna menor, mas a ruptura geralmente é maior.

Comece a colocar um pouco de etnografia no que você faz. Observe mais antes de ter ideias. Busque as experiências reais, aprenda com elas e você perceberá que seus projetos terão muito mais significância e robustez.

Ologia + Design Thinking

A Ologia utiliza o design como metodologia colaborativa de identificação de problemas e desenvolvimento de soluções centradas nas experiências dos indivíduos.

O resultado desse processo se traduz em novos produtos, serviços, ações e formatos de negócios mais claros e relevantes para a sociedade ou segmentos dela.

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