Archive for the ‘Design no Brasil’ Category
Design Thinking, Gestores e Empreendedores
Quando a Ologia nasceu há quase 1 ano atrás sabíamos que seria preciso dar ao mercado a oportunidade de, mais do que entender, vivenciar o que é Design Thinking e como ele pode ajudar organizações de qualquer porte a criar um diferencial inovativo efetivo em seus projetos.
Em abril de 2010 a Inventta, empresa de consultoria do grupo Instituto Inovação, veio nos conhecer. Desse encontro surgiu uma ótima parceria – para nós, eles e o mercado. A Inventta tem toda a estrutura para prover suporte ao processo de inovação das organizações, desde busca de tecnologia e competências, até o acesso a recursos e fundos de investimento para fomentar inovações tecnológicas. Eles têm em seu rol de clientes desde new ventures até empresas de grande porte com nomes conhecidos por todos nós. E onde a Ologia entra? A Ologia, por sua vez, tem a metodologia e visão para ajudar as organizações a descobrir em quê inovar – pra quem, com que propósito, como tornar essas inovações mais desejáveis, como trabalhar o contexto onde essas inovações vão se inserir.
A Inventta conta com uma área especializada em Cultura e Educação, e foi com esse núcleo que desenvolvemos o workshop Business Design, um programa que tem dado a oportunidade a executivos, gestores e empreendedores de experimentar na prática o processo de Design Thinking, para que possam incorporá-lo dentro de seus projetos e estratégias de negócios.
A abordagem do workshop foi totalmente desenhada a partir dos pilares do Design Thinking. O programa é projetado para um público de 10 a 18 participantes divididos em 2 ou 3 grupos multidisciplinares. Esses grupos trabalham em cima de problemas e cenários reais de uma das empresas participantes do programa, que são apresentados e escolhidos em consenso pelos membros de cada equipe.
Passamos por cada uma das fases da metodologia, começando pela ampliação e reorganização do problema – fase que denominamos “problem framing”.
O segundo passo é o que geralmente nos traz os melhores feedbacks e que causa mais impacto nos participantes – é o momento de ir pra rua, para os ambientes que compõem o universo do problema, ver e entender as pessoas afetadas pelo processo, seus hábitos, relacionamentos e diversos outros fatores que fazem parte da realidade do que está sendo estudado. Essa é a fase de etnografia, ou observação da realidade.
De volta da experiência, todos trazem uma massa de descobertas que serão processadas e se tornam a matéria prima do processo de geração de soluções que atendem a três pré-requisitos: fisibilidade técnica, viabilidade econômica e desejabilidade.
Todo o workshop é conduzido com o apoio de uma equipe de facilitadores que fazem um forte processamento de aprendizagem garantindo com que as pessoas tragam à cosciência suas tomadas de decisões e que possam de fato ser os grandes catalizadores de inovação em seus ambientes de trabalho.
Uma das edições do Business Design foi feita no Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), em Santa Rita do Sapucaí, grande pólo tecnológico brasileiro, cidade que mistura o espírito mineiro ao inovador e pulsante Vale do Silício dos EUA. Esse é o relato de Thales Coutinho, diretor da HI Engenharia (Home Intelligence), que é uma das empresas incubadas no Inatel e que desenvolve tecnologias que ainda chegarão às nossas casas para nos ajudar na gestão consciente da eletricidade.
“A HI Engenharia é uma empresa focada em sustentabilidade energética, e possui produtos e soluções na área de medição e gerenciamento de energia. Desde a fundação a HI tem alta capacidade técnica, e com o tempo fomos percebendo a necessidade de uma melhor compreensão do mercado, principalmente no lado do cliente, no sentido de entender as reais necessidades do consumidor e de qual forma nossos produtos devem ser inseridos no mercado. A participação da HI no workshop Business Design realizado pela Ologia e Inventta mostrou um novo processo de desenvolvimento, voltado para o cliente e para suas necessidades.
Um ponto que chamou muito a atenção é lado informal do treinamento, se diferenciando dos “workshops padrões” onde os instrutores “falam” e os alunos “ouvem”. Durante o workshop o Design Thinking é vivenciado na prática, desde o primeiro minuto até o último durante os dois dias. Outro ponto que chamou atenção foi a etapa de etnografia, a pesquisa externa, quando realmente ‘fomos pra rua’ ver e ouvir as experiências das pessoas com os fatores que envolvem o projeto.
O workshop foi de grande valia para a HI, e preencheu um grande gap na empresa. Hoje grande parte do aprendizado é aplicado no desenvolvimento de nossos produtos.”
Entre em contato conosco (contato@ologia.com.br) ou com a Renata Horta (renata.horta@inventta.net) na Inventta para conhecer mais sobre o workshop Business Design e ver como você e sua equipe podem ser designers do seu próprio negócio.
Afinal, como diz Tim Brown (CEO da IDEO), “o design é importante demais para deixar na mão só dos designers”.
Tim Brown: design to participate in

Designers talvez estejam acostumados com a ideia de que eles criam alguma coisa para alguém consumir. Nós temos que nos acostumar com a idéia de que nós vamos passar a ajudar a criar coisas da qual outras pessoas vão participar.
“Designers have perhaps been used to the idea that they design something that somebody else consumes. We have to get used to the idea that we’re going to help to design something that other people will participate in.”
– Tim Brow (his interview with Debbie Millman is here)
Just a start – we promise to be bilingual from now on.
We’re proud to say we have officially gone international. Readers from other countries are visiting our site, reading trying to read our posts and contacting us. We promise we’ll be bilingual from now on. Just to start, I have translated my fist post: M.B.A x M.F.A; “doers” x “thinkers”. We appreciate each and every visit. Feel free to leave us your comments. And thanks for coming!

I remember reading an article on Business Week in 2005 about the relatively new wave they called the “commoditization of knowledge”, a byproduct of the transition from the Knowledge Economy to the Creativity Economy. Renowned global companies like Proctor & Gamble and GE are mentioned in the article as the two main American companies to subscribe to the idea that analytical and systematic work, associated with the idea of knowledge, can be outsourced to countries like China, India, Russia and Hungary, where professional are highly trained and lower-paid. This trend brigs with itself the idea that it is essential to invest in creativity as the key competitive component in the american market.
That concept is very similar to what Radical Marketing proposed in contrast to Traditional Marketing. Conventional marketing has always been, at least until the mid-90s, a mostly rational discipline, with metric and mathematical tactics for validation, while Radical Marketing proposed a more intuitive, organic approach to users or potential consumers, a more ambitious approach when it comes to behavioral changes. Instead of concentrating in the bottom line, Radical Marketing was also concerned with more comprehensive social and sensorial experience to individuals it came in contact with.
The Business Week article also mentioned, for instance, the bold move made by Proctor & Gamble’s Design, Innovation and Strategy VP at the time, Claudia Kotchka, who let go several high executives, middle managers and scientists in order quadruple the company’s design team, hiring a multidisciplinary group of professionals from a wide range of industries. Kotchka stayed at P&G until 2008 and was responsible for creating a culture of Design Thinking, starting from the top. P&G transformed itself from a multibillionaire corporation into a completely innovation-centered organization.
In 2005, when I first read that article, I looked for opinions of online users and it was clear that the majority of readers saw in that kind of change implemented by Kotchka a high-risk move. Some even mentioned statistics that showed a 3% rate of success in that type of innovation, without citing specific sources. However, people who were already in the design field and were, back then, up-to-date with the industry’s literature, already knew about the article published by Harvard Business Review in 2004 – the short but very dense “MFA is the new MBA”. Professionals with a MFA background were becoming highly valued in a market that was already giving signs of how much MBA executives were becoming obsolete. That was in 2005, in a pre-Obama, pre-economic-stagnation world (which also showed its face in Brazil).
Five years later the discussion continues, with the newly publish book Rethinking the MBA. The book, also published by Harvard Business Press, discusses the legacy left by traditional MBA executives who’ve traditionally run the world’s biggest corporations. That legacy has gaps which go from lack of risk management, complex systems behavior to social responsibility leadership, not to mention a layer of ethics and the capacity to involve people emotionally inside and outside corporations – demands that have increasingly been fulfilled by Design professionals.
We currently see a demand for professionals with artistic abilities and a more human perspective of the market and of relationships between people – who can no longer be reduced to the condition of “consumers”. We are, before anything else, individuals with families, lifestyles, likes, needs, values and series of attributes that transcend our consuming habits. People who were once called “target audience” are now producers of content, co-designers of services, and hold a power that, in a very recent past, did not represent a big threat to big corporations.
Businesses are realizing that the only way to exist in that scenario is to transcend their products and services. The emotional appeal and excessive exploration of their brands’ social dimensions is no longer enough. It is vital that they DO something for someone, for a community, or that they evolve a specific industry. Offering technical quality and nice aesthetics hasn’t been enough for, let’s say… 5 years.
The image of the traditional, suit-wearing-executive has been increasingly substituted by the image of the creative professional, detached from corporate hierarchies and clichés. Someone who can navigate between a number of scenarios and who can be a catalyst for change. Those individuals are being hired for their complex profiles, which include not only good notions of finances and marketing but also of behavior, culture, lifestyle, technology and so many other areas that make them able to predict and be empathetic with the new demands, wants and needs of people.
Institutions like Stanford’s d.School, and even my alma mater, Herron School of Arts and Design, are know for been pioneers in preparing their student by a more systemic approach, stimulating capacities that go beyond form and aesthetics. Those students once graduated assume various roles – from strategists and brand managers, sense-makers to catalysts of social change, not necessary working as graphic designers – wich is still the most common path being followed by designers in Brazil.
Doers are increasingly being substituted by thinkers. Qualities like knowledge of business, critical thinking about human behavior and the capacity to work in multidisciplinary teams are being recognized as tools for brand positioning, reinventing business, developing products, designing services and more efficient processes. We have gone form form manipulators to agents of transformation.
Design has finally transcended its condition of subject and has become a verb.
Brazil Design Week – O que inspira o design brasileiro
A revista abcDesign me convidou em 2009 para escrever um artigo que fez parte de um encarte especial sobre a semana Brazil Design Week, na edição de Dezembro de 2009. O evento foi realizado no mês de Novembro em São Paulo e foi recheada de Fóruns, Workshops, Seminários com profissionais brilhantes do design brasieliro, como Fred Gelli, Luciano Deos, Lincoln Seragini e Ana Couto. Lá foram descutidas questões como inovação, sustentabilidade e o design como estratégia de negócios.
O artigo está disponível para leitura abaixo e para download aqui.
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Alguma imagens que não entraram no artigo
Dois temas interessantes e que cito no artigo foram introduzidos por Fred Gelli no evento: o que ele costuma chamar de “Design com borogodó” e o conceito de Biomimmicry. Gostaria de dividir aqui algumas delas com vocês.
Design com borogodó: habilidade histórica do brasileiro de viabilizar soluções criativas em meio a constantes crises no âmbito econômico e social do país. Gelli mostrou exemplos como o do vendedor de pamonha, que utiliza a palha do milho como embalagem e um vendedor ambulante de bolas na praia, que usa uma rede de pescaria como forma de transportar o produto e também como “vitrine” que expande e encolhe de acordo com a necessidade. Esses são cases de design simples, bem sucedidos e de alto impacto sensorial que fazem parte do nosso dia-a-dia.



Biomimicry: idéias inspiradas nos elementos, sistemas e processos da natureza para solucionar, de forma sustentável, problemas complexos da nossa sociedade.

Para saber as novidades sobre o Brazil Design Week 2010, é só seguir no Twitter o Gian F Rocchiccioli (@gfranco_) ou @sigabdw.






