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Humanitarian Design + Project H



Procurem saber:
Project H Design, Design Revolution Road Show e Emily Pilloton, designer de produto e arquiteta.

Vale também pensar no outro lado da moeda:
Is Humanitarian Design the New Imperialism? (Pessoalmente, acredito que não – apesar de não ser  nada fã dessa “embalagem” em forma de Road Show. Mas é uma discussão válida)

Sem mais, boa leitura.

Ajustes vitais de inferfaces: clareza e simplicidade



Nós não deveríamos, de forma alguma, deixar que o governo se comunicasse conosco da forma que comunica. Não deveríamos fazer negócios com empresas que têm contratos ininteligíveis e com provisões capciosas. Então, como vamos mudar o mundo? Tornando clareza, transparência e simplicidade uma prioridade nacional.
Alan Siegel



“Como designer, eu navego pelas águas turbulentas das coisas complexas que criamos e os indivíduos a quem elas se propõe a servir. Eu geralmente defino design como o ajuste da interface entre tecnologia e pessoas. Se você aceitar a definição de Kevin Kelly para tecologia em seu recente e excelente livro “What Technology Wants”, então tecnologia significa todas as coisas criadas pelo homem, incluindo negócios e sistemas políticos. Por isso design pode ser o ajuste da interface entre negócios e pessoas, política e pessoas, ou dispositivos e pessoas. Nós estamos rodeados de exemplos onde essas interfaces não funcionam. Lugares onde elas confundem, irritam, frustram ou não conseguem de todo servir os usuários (nós) para os quais elas foram criadas. Seja navegando por nossa conta de banco online, programando um alarme de relógio ou gerenciando tratamento de câncer, as experiências que temos com nossos sistemas frequentemente degradam, reduzem ao invés de aprimorarem a condição humana.”
Tim Brown

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“There is no way that we should allow government to communicate the way they communicate. There is no way we should do business with companies that have agreements with stealth provisions and that are unintelligible. So, how are we going to change the world? Make clarity, transparency and simplicity a national priority.”
Alan Siegel


“As a designer I ply my craft in the turbulent waters between the complex things we create and the human beings they are intended to serve. Often I define design as getting the interface right between technology and people. If you accept Kevin Kelly’s definition of technology in his recent and excellent book, What Technology Wants, then technology means all manmade things including business and political systems. Therefore design can be about getting the interface right between businesses and people, politics and people or gadgets and people. We are surrounded by instances where these interfaces do not work. Places where they confuse, confound, annoy, frustrate or miss serving altogether the users (us) for which they were intended. Whether it is navigating our on-line bank account, programming our digital alarm clock or managing cancer treatment, the experiences we have of our systems too often degrade rather than enhance the human condition.
Tim Brown


Post gêmeo da Lígia: “Eles pensam design”

Lisongeados, colamos aqui o post que a Lígia fez sobre a gente no blog dela.

“Minha ida a BH ainda rendeu uma visita valiosíssima: conheci a Ana Barroso e o Leonardo Dornelas, do Ologia Design Thinking. Os dois são criativos, antenados, competentíssimos e constituíram, até onde sei, a primeira empresa brasileira especializada em design thinking (as outras duas que conheço são focadas em service design: a Spark, de Porto Alegre e a Live|Work, de São Paulo).

Apesar da empresa ser nova (nasceu no início do ano), eles já têm vários projetos interessantes no portfólio; a ousadia está sendo reconhecida pelo mercado. Adorei conhecer essa dupla, que, além de tudo, é muito querida. Virei fã.”

"Eu em excelente companhia: Ana Barroso e Leonardo Dornelas"



É claro, adoramos.


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Because we’re so flattered, we’re pasting here the post Lígia wrote about us on her blog.

“My trip to BH yielded a very valuable visit: I met Ana Barroso and Leonardo Dornelas, from Ologia Design Thinking. They’re creative, well rounded, extremely competent and have founded, as far as I know, the first brazilian company specialized in design thinking (the other two I know are focused on service design: Spark, from Porto Alegre, and Live|Work, from São Paulo).

Although the company is new (born in the beginning of the year), they already have several interesting projects in their portfolio; their boldness is being recognized by the market. I really enjoyed meeting the duo who, on top of everything else, is also lovely. I became a fan.”

We, of course, loved it.

Visita na Ologia


Ontem recebemos uma delícia de visita aqui na Ologia: a Lígia Fascioni, que além da competência indiscutível, é simpatissíssima. Ela estava em BH para lançar seu novo livro “DNA Empresarial”.

Pra quem não conhece, a Lígia tem feito um trabalho sofisticado de tradução do design para o meio empresarial, tangibilizando de forma muito eloquente vários conceitos abstratos do Design que os próprios designers ainda não descobriram como comunicar. Apesar de ser muito modesta ao falar disso, ela tem um currículo de dar inveja: Mestre em Engenharia Elétrica, Especialista em Marketing, Doutora em Engenharia de Produção e Sistemas, 4 livros publicados, centenas de projetos, etc, etc, etc. Definitivamente ela não sabe brincar e aqui a gente adora gente assim.

Lígia, parabéns pelo livro e pelo trabalho bonito que você faz. Maravilha receber você aqui. Queremos mais!

Ambiguidade, multidisciplinaridade e pensamento híbrido

“…Pensamento híbrido é mais do que trabalhar com times multidisciplinares. É trabalhar com pessoas multidisciplinares – indivíduos que são parte humanista, parte tecnólogo e parte capitalista. Quando múltiplas disciplinas habitam o mesmo cérebro, algo mágico começa a acontecer. As próprias disciplinas mutam-se, tornam-se híbridas. Começamos a lidar com negócios como designers – pense em Mark Parker na Nike. Moldamos tecnologia como culturalistas – pense em Steve Jobs na Apple. E começamos a pensar nos problemas mais complexos que afligem nossas sociedades como empreendedores.

Algumas pessoas reclamam que Mark Parker e Steve Jobs são simplesmente uma espécie rara – mentes geniais que surgem de forma intermitente em cada geração. Mas isso não é verdade. O que faz deles raros é o fato de liderarem grandes empresas – e isso sim simplesmente não acontece com  freqüência suficiente. Veja: Parker e Jobs são empreendedores que construíram suas empresas e, como resultado, suas excentricidades híbridas foram toleradas. É improvável que seus instintos híbridos tivessem sobrevivido em outras organizações. Organizações do século XX tornaram-se extremamente adeptas a reduzirem as pessoas a peças especializadas de suas enormes máquinas. Não é claro que o perfil híbrido seja aceito até mesmo em lugares como a Nike e Apple, a menos que venha da liderança.

Em tempos de grande ambigüidade, precisamos de pensamento híbrido mais do que nunca. E isso deve ser mais do que conversa. Vangloriamos Leonardo DaVinci, mas gerenciamos o mundo como se fôssemos Henry Ford. E o mundo mudou muito desde que o primeiro Modelo-T saiu da linha de produção. Já não é tempo do nosso pensamento mudar também?”

Dev Patnaik, CEO e fundador da Jump Associates.
(Texto na íntegra aqui)
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Hybrid thinking is more than just having multidisciplinary teams. It’s about having multidisciplinary people — folks who are one-part humanist, one-part technologist and one-part capitalist. When multiple disciplines inhabit the same brain, something magical starts to happen. The disciplines themselves start to mutate. They hybridize. We start practicing business like a designer — think Mark Parker at Nike. We shape technology like a culturalist — think Steve Jobs at Apple. And we start thinking about the most complex problems that plague our societies like an entrepreneur.

Some folks complain that Mark Parker and Steve Jobs are simply a rare breed — genius minds that show up only intermittently each generation. But that’s not true. What makes them rare is that they lead great companies — and that simply doesn’t happen often enough. You see, Parker and Jobs are entrepreneurs who built their companies, and as a result, their hybrid eccentricities were tolerated. It’s unlikely that their hybrid instincts would have survived in another organization. Twentieth century organizations have become extremely adept at grinding people down to become specialist cogs in their massive machines. Even at places like Nike and Apple it’s unclear whether hybridity is allowed to thrive when it’s not coming from the top.

In times of great ambiguity, we need hybrid thinking more than ever. And that means more than lip service. We may all praise Leonardo DaVinci, but we manage the world like we’re Henry Ford. And the world has changed a lot since the first Model-T rolled off the line. Isn’t it time that our thinking changed, too?”

(Read entire article here.)

Especialização é para insetos

“A human being should be able to change a diaper, plan an invasion, butcher a hog, conn a ship, design a building, write a sonnet, balance accounts, build a wall, set a bone, comfort the dying, take orders, give orders, cooperate, act alone, solve equations, analyze a new problem, pitch manure, program a computer, cook a tasty meal, fight efficiently, die gallantly. Specialization is for insects.”



[Trecho de "Time Enough for Love"]

Um refil absolutamente inteligente

A garrafa vem vazia. Porque não faz sentido transportar a água. Brilhante.


Rethink the Bottle

A post in English, because I am a Herron kid.

The last two weeks were pretty awesome here at Ologia. I was invited to go to Herron School of Arts and Design, my alma mater, on September 15th to do a presentation about Ologia and my trajectory as a former design student who went on to take on a role as an entrepreneur and as a “design thinker” in Brazil.

I was invited by Christopher Vice, the man who’s had more influence in my professional life than anyone I can think of. He’s been a quiet and extremely effective designer, educator and design intellectual who, as the head of the Design program at Herron, has given me the chance to forever look at Design through a more refined, transforming and responsible lens.

I made a presentation to Herron’s current VC seniors and students who are part of very special MFA program, which is focused on Design Thinking and Design Leadership.

I had the chance to present what Leo and I have been doing here at Ologia, the kind of projects we’re taking on, as well as the challenges of being a part of a pretty new group of professionals here in Brazil who have seriously taken on the responsibility of introducing the design thinking methodology to the business and social, non-governmental environment.

It was an absolute pleasure going back to Herron, a place that still feels so much like home. Looking at those students was like looking at myself 5 years ago, when most of my days were spent inside the studio, reading, researching, designing, eating stuff off of vending machines, leaving school late at night. When I remember those days, which were so amazingly difficult and full of work, all I can think of is how I would do it all over again in a heartbeat.

Christopher – You absolutely amaze me. Congratulations on the beautiful job you have done with our school. It’s such a work of love, and it’s noticeable on the smallest things around the studios and the hallways. Christopher and Marcia – a sincere thank you to both of you for showing me back then that being a designer could be such a fulfilling role. I love every second of it.

Herron students who I got to talk to that day – thank you for being there, for being enthusiastic and for reminding me how good it was when I was in your shoes. Enjoy your time there as much as you can. We’re all very lucky to have been part of that place.

A luz no fim do Túnel-do-Design-Como-Curso-Superior

Aqui na Ologia a gente recebe muitos e-mails e adora receber visitas de estudantes de Design que se interessam por temas além do design gráfico. Um pessoal jovem, bacana, curioso tanto por todo o contexto social em torno do design quanto pela disciplina em si. Eles são a minha luz no fim do túnel e me dão um certo alento por saber que existe uma pequena mas valiosa parcela de graduandos saindo das instituição de ensino com perfis bem mais interessantes.

O Frank Chimero postou no blog dele uma lista de conselhos para estudantes de design. Selecionei aqui alguns, que estão em inglês. (Aqui vai um conselho meu: aprendam outras linguas. Pelo menos uma além da sua nativa. Viaje. Conhecimento é a matéria prima bruta do designer. E um dos poucos casos onde mais é realmente mais. A sua principal ferramenta de trabalho já nasceu com você. Se alguém te falar que ela é feita pela Adobe, duvide. E não converse com essa pessoa mais.)

Design does not equal client work.

Look people in the eyes when you are talking or listening to them. The best teachers are the ones who treat their classrooms like a workplace, and the worst ones are the ones who treat their classroom like a classroom as we’ve come to expect it.

Quiet is always an option, even if everyone is yelling. Libraries are a good place. The books are free there, and it smells great.

If you can’t draw as well as someone, or use the software as well, or if you do not have as much money to buy supplies, or if you do not have access to the tools they have, beat them by being more thoughtful. Thoughtfulness is free and burns on time and empathy.

Develop a point of view. Think about what experiences you have that many others do not. Then, think of what experiences you have that almost everyone else has. Then, mix those two things and try to make someone cry or laugh or feel understood.

Take things away until you cry. Accept most things, and reject most of your initial ideas.

Learn your design history. Know that design changes when technology changes, and its been that way since the 1400s.

Learn to write, and not school-style writing. A text editor is a perfectly viable design tool. Graphic design has just as much to do with words as it does with pictures, and a lot of my favorite designers come to design from the world of words instead of the world of pictures.

Start brave and brash: you can always make things more conservative, but it’s hard to make things more radical.

Stop trying to be cool: it is stifling.

Be wary of minimalism as an aesthetic decision without cause. Simple is almost a dirty word now. Almost. Tools don’t matter very much, all you need is a sharp knife, but everyone has their own mise en place.

Success is generating an emotion. Failure is a million different things.

Clipping da Ologia / O Estudo das Coisas


(Matéria de Carolina Cotta / Caderno de Negócios, Jornal Estado de Minas)

Para eles, design é uma habilidade de desenvolver projetos tecnicamente possíveis, economicamente viáveis, mercadologicamente interessantes e emocionalmente envolventes. Um bom design também não seria apenas gerar várias e boas idéias, e sim ter visões robustas baseadas em conhecimento multidisciplinar e colaborativo. É mais que design, portanto, é design thinking, termo criado há cerca de seis anos na Escola de Palo Alto, na Califórnia, Estados Unidos (E.U.A), para um conceito já conhecido como design integrado ou qualquer outro nome dado ao processo de pensamento multidisciplinar para resolver problemas complexos.

Com essa proposta, a recém-lançada Ologia veio ajudar organizações a criar ou reinventar negócios, produtos, serviços ou marcas, somando o pensamento estratégico ao poder de transformação do design. A empresa de Ana Barroso e Leonardo Dornelas surgiu do encontro dos dois na 5Clicks – Ideias e Interatividade, na qual eram responsáveis pelo desenvolvimento e planejamento de novos projetos. Foi na construção dessas propostas que começaram a usar os princípios do design thinking como disciplina para transformar projetos web em projetos estratégicos de negócio.

Bacharel em artes plásticas, com habilitação em comunicação visual pela Herron School of Arts and Design, da Universidade de Indiana, E.U.A, Ana vem aplicando o design como metodologia, ferramenta de gestão estratégica de marcas e catalisadora de mudanças no âmbito corporativo e social. Leonardo é administrador de empresas pela Universidade Federal de Viçosa e especialista em marketing pela Fundação Dom Cabral. Na Ologia, sufixo que significa o estudo das coisas, eles oferecem soluções sustentáveis para problemas diversos. Para explicar o que é design thinking, eles usam o exemplo de uma empresa de brindes que solicita um produtos para atletas se hidratarem durante corridas. “Poderíamos criar uma garrafinha, como ocorre no contexto tradicional do design. Mas isso é tratar de um sintoma. O design thinking vai na causa e tenta lidar com o sintoma de forma mais sustentável,” explica Ana. Segundo Leonardo, o início do processo é quebrar o problema em partes, identificando os parâmetros que devem ser seguidos. “Posso desenvolver uma nova garrafinha para o setor de brindes ou posso matar a sede desse indivíduo de outra forma. Posso chegar em um produto que o mercado ainda não conhece. O foco muda”, defende Leonardo.

Em campo, uma equipe multidisciplinar faz como os enógrafos, observando para, a partir do conhecimento técnico de suas respectivas áreas de atução, entender o problemae propor as soluções. “Ao contrário do marketing tradicional, em que a observação vem depois, para validar o produto, no design thinking, ela vai ao mundo real, busca o indivíduo como fonte de inspiração. Vamos em busca dos fatos e não de percepções,” explica Ana.

Depois da imersão da equipe de trabalho na realidade do assunto, observando a cadeia produtiva e a realação das pessoas com essa cadeia, os fatos são comungados entre a equipe e começa o processo de geração de ideias. As melhores opções são convergidas e dão uma solução única para o problema. Mesmo que ainda seja muito incipiente no Brasil, com a Ologia, as empresas mineiras ganham a chance de seguir o exemplo de marcas como Natura, Postivo, Havaianas, Proctor & Gamble e tantas outras que já colhem os frutos de soluções do design thinking.

Ologia + Design Thinking

A Ologia utiliza o design como metodologia colaborativa de identificação de problemas e desenvolvimento de soluções centradas nas experiências dos indivíduos.

O resultado desse processo se traduz em novos produtos, serviços, ações e formatos de negócios mais claros e relevantes para a sociedade ou segmentos dela.

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